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O que é a Influenza A (H1N1) e como se prevenir
 
 
  1. O que é a influenza A (H1N1)?

    É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus influenza A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza, assim como a gripe comum, é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio de tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.


  2. Quais os sintomas que definem um caso suspeito
    de influenza A (H1N1)?


    Febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória; E ter apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A (H1N1); OU ter tido contato próximo nos últimos 10 dias com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza.

    Observação: Contato próximo: indivíduo que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluídos corporais de um caso confirmado.


  3. Em quanto tempo, a partir da transmissão,
    os sintomas aparecem?


    Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre, principalmente, em locais fechados.


  4. Há uma vacina que possa proteger a população
    humana contra essa doença?


    Não. Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus da influenza. Há pesquisas em andamento, mas não há previsão para o desenvolvimento desta vacina.


  5. A vacina contra gripe comum protege contra
    a influenza A (H1N1)?


    Não há, até o momento, nenhuma evidência de que a vacina contra gripe comum proteja contra gripe do vírus A (H1N1).


  6. É seguro comer carne de porco e produtos derivados?

    Sim. Embora o nome popular da doença remeta a suínos, não há evidências de que esse novo subtipo de vírus esteja relacionado a transmissão por ingestão destes animais. Portanto, não há risco no consumo de produtos de origem suína.


  7. O que é uma pandemia?

    Uma pandemia pode ocorrer quando surge um novo agente como, por exemplo um vírus, contra o qual a população não está imunizada – não há vacina pronta, nem o corpo das pessoas conhece o vírus. Assim, muitos são atingidos, resultando em uma epidemia que se espalha em diversos países. Fatores como o incremento do fluxo de pessoas entre países, a urbanização e o crescimento populacional contribuem para acelerar esse processo.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide seus países membros em seis regiões: África, Américas, Sudeste Asiático, Europa, Mediterrâneo Oriental e Pacífico Ocidental. Além disso, possui fases de alerta para pandemia, em uma escala de 1 a 6.
    O alerta 5 da OMS, fase em que nos encontramos no momento, é quando o há transmissão sustentada do vírus, de homem para homem, em pelo menos dois países de uma mesma região.
    O organismo internacional eleva o nível de alerta para a fase 6 quando há uma transmissão sustentada do vírus, de homem para homem, em pelo menos duas dessas regiões.


  8. Como o Brasil está se preparando para
    uma pandemia de Influenza A(H1N1)?


    O Brasil está bem preparado para uma possível pandemia. Isso porque o governo brasileiro já havia começado a estruturar sua rede de vigilância para influenza há nove anos (em 2000). Por causa do enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) entre 2002 e 2003 e a partir de então a ameaça de uma possível pandemia de gripe aviária, em 2003, o governo brasileiro constituiu um comitê técnico para a elaboração do plano de preparação brasileiro para o enfrentamento de uma pandemia de influenza e iniciou a preparação de unidades hospitalares de referência. Esse plano está pronto há mais de dois anos e começou a ser colocado em prática no momento em que o Brasil foi notificado pela OMS dos casos de Influenza A (H1N1), em 25 de abril passado. O Brasil conta com 54 centros de referência, em todo o Brasil, preparados para tratar possíveis doentes. Estas unidades se enquadram em parâmetros exigidos pela OMS para o atendimento à essa doença, com área livre para isolamento de contato, equipamentos de proteção individuais para acompanhamento, exames e tratamento dos casos. A estruturação da vigilância epidemiológica também teve um grande avanço na preparação para essas emergências, destacando-se a constituição da Rede CIEVS, que conta com 22 unidades em estados e municípios de capitais, com capacidade de detectar e responder rapidamente a essas emergências.


  9. Quais as recomendações do Ministério da Saúde
    para os viajantes internacionais?


    a) Aos viajantes que se destinam aos países afetados:
    1. Em relação ao uso de máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nos países afetados, seguir rigorosamente as recomendações das autoridades sanitárias locais.
    2. Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
    3. Evitar locais com aglomeração de pessoas.
    4. Evitar o contato direto com pessoas doentes.
    5. Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
    6. Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
    7. Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
    8. Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
    9. Não usar medicamentos sem orientação médica.
      Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas.
      b) Aos viajantes que estão voltando de viagens internacionais:
      Viajantes procedentes de outros países, independente de ter ou não casos confirmados, que apresentarem alguns dos sintomas da doença até 10 dias após saírem dessas áreas afetadas devem:
    10. Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
    11. Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.


  10. O que a população pode fazer para evitar a influenza?

    Alguns dos exemplos de cuidados para a prevenção e controle de doenças de transmissão respiratória são:
    1. Lavar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz).
    2. Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies.
    3. Usar lenço de papel descartável.
    4. Proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar.
    5. Orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas).
    6. Evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados).
      É importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias.
    7. Restrição do ambiente de trabalho para evitar disseminação.
    8. Hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.


Mais informações , clique aqui www.saude.gov.br

Disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde - Esplanada dos Ministérios
Bloco G - Brasilia / DF
CEP: 70058-900 - Fone: 3315-2425
contato@saude.gov.br

 
 

 

         

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