-
O que é
a influenza A (H1N1)?
É uma doença respiratória
aguda (gripe), causada pelo vírus
influenza A (H1N1). Este novo subtipo do
vírus da influenza, assim como a
gripe comum, é transmitido de pessoa
a pessoa principalmente por meio de tosse
ou espirro e de contato com secreções
respiratórias de pessoas infectadas.
- Quais os sintomas que definem
um caso suspeito
de influenza A (H1N1)?
Febre alta de maneira repentina (maior
que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas
de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça,
dores musculares e nas articulações,
dificuldade respiratória; E ter apresentado
esses sintomas até 10 dias após
sair de países que reportaram casos
pela influenza A (H1N1); OU ter tido contato
próximo nos últimos 10 dias
com pessoa classificada como caso suspeito
de infecção humana pelo novo
subtipo de influenza.
Observação: Contato próximo:
indivíduo que cuida, convive ou teve
contato direto com secreções
respiratórias ou fluídos corporais
de um caso confirmado.
- Em quanto tempo, a partir da
transmissão,
os sintomas aparecem?
Os sintomas podem iniciar no período
de 3 a 7 dias após contato com esse
novo subtipo do vírus e a transmissão
ocorre, principalmente, em locais fechados.
- Há uma vacina que possa
proteger a população
humana contra essa doença?
Não. Não existe vacina
contra esse novo subtipo de vírus da
influenza. Há pesquisas em andamento,
mas não há previsão para
o desenvolvimento desta vacina.
- A vacina contra gripe comum
protege contra
a influenza A (H1N1)?
Não há, até
o momento, nenhuma evidência de que
a vacina contra gripe comum proteja contra
gripe do vírus A (H1N1).
- É seguro comer carne
de porco e produtos derivados?
Sim. Embora o nome popular da doença
remeta a suínos, não há
evidências de que esse novo subtipo
de vírus esteja relacionado a transmissão
por ingestão destes animais. Portanto,
não há risco no consumo de produtos
de origem suína.
- O que é uma pandemia?
Uma pandemia pode ocorrer quando
surge um novo agente como, por exemplo um
vírus, contra o qual a população
não está imunizada – não
há vacina pronta, nem o corpo das pessoas
conhece o vírus. Assim, muitos são
atingidos, resultando em uma epidemia que
se espalha em diversos países. Fatores
como o incremento do fluxo de pessoas entre
países, a urbanização
e o crescimento populacional contribuem para
acelerar esse processo.
A Organização Mundial da Saúde
(OMS) divide seus países membros em
seis regiões: África, Américas,
Sudeste Asiático, Europa, Mediterrâneo
Oriental e Pacífico Ocidental. Além
disso, possui fases de alerta para pandemia,
em uma escala de 1 a 6.
O alerta 5 da OMS, fase em que nos encontramos
no momento, é quando o há transmissão
sustentada do vírus, de homem para
homem, em pelo menos dois países de
uma mesma região.
O organismo internacional eleva o nível
de alerta para a fase 6 quando há uma
transmissão sustentada do vírus,
de homem para homem, em pelo menos duas dessas
regiões.
- Como o Brasil está se
preparando para
uma pandemia de Influenza A(H1N1)?
O Brasil está bem preparado para uma
possível pandemia. Isso porque o governo
brasileiro já havia começado
a estruturar sua rede de vigilância
para influenza há nove anos (em 2000).
Por causa do enfrentamento da Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SARS) entre
2002 e 2003 e a partir de então a ameaça
de uma possível pandemia de gripe aviária,
em 2003, o governo brasileiro constituiu um
comitê técnico para a elaboração
do plano de preparação brasileiro
para o enfrentamento de uma pandemia de influenza
e iniciou a preparação de unidades
hospitalares de referência. Esse plano
está pronto há mais de dois
anos e começou a ser colocado em prática
no momento em que o Brasil foi notificado
pela OMS dos casos de Influenza A (H1N1),
em 25 de abril passado. O Brasil conta com
54 centros de referência, em todo o
Brasil, preparados para tratar possíveis
doentes. Estas unidades se enquadram em parâmetros
exigidos pela OMS para o atendimento à
essa doença, com área livre
para isolamento de contato, equipamentos de
proteção individuais para acompanhamento,
exames e tratamento dos casos. A estruturação
da vigilância epidemiológica
também teve um grande avanço
na preparação para essas emergências,
destacando-se a constituição
da Rede CIEVS, que conta com 22 unidades em
estados e municípios de capitais, com
capacidade de detectar e responder rapidamente
a essas emergências.
- Quais as recomendações
do Ministério da Saúde
para os viajantes internacionais?
a) Aos viajantes que se destinam aos países
afetados:
- Em relação ao uso de
máscaras cirúrgicas descartáveis,
durante toda a permanência nos países
afetados, seguir rigorosamente as recomendações
das autoridades sanitárias locais.
- Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz
e a boca com um lenço, preferencialmente
descartável.
- Evitar locais com aglomeração
de pessoas.
- Evitar o contato direto com pessoas
doentes.
- Não compartilhar alimentos,
copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
- Lavar as mãos freqüentemente
com água e sabão, especialmente
depois de tossir ou espirrar.
- Em caso de adoecimento, procurar assistência
médica e informar história
de contato com doentes e roteiro de viagens
recentes a esses países.
- Não usar medicamentos sem orientação
médica.
Atenção! Todos os viajantes
devem ficar atentos também às
medidas preventivas recomendadas pelas
autoridades nacionais das áreas
afetadas.
b) Aos viajantes que estão voltando
de viagens internacionais:
Viajantes procedentes de outros países,
independente de ter ou não casos
confirmados, que apresentarem alguns dos
sintomas da doença até 10
dias após saírem dessas
áreas afetadas devem:
- Procurar assistência médica
na unidade de saúde mais próxima.
- Informar ao profissional de saúde
o seu roteiro de viagem.
- O que a população
pode fazer para evitar a influenza?
Alguns dos exemplos de cuidados para
a prevenção e controle de doenças
de transmissão respiratória
são:
- Lavar as mãos com água
e sabão (depois de tossir ou espirrar;
depois de usar o banheiro, antes de comer,
antes de tocar os olhos, boca e nariz).
- Evitar tocar os olhos, nariz ou boca
após contato com superfícies.
- Usar lenço de papel descartável.
- Proteger com lenços a boca e
nariz ao tossir ou espirrar.
- Orientar para que o doente evite sair
de casa enquanto estiver em período
de transmissão da doença
(até 5 cinco dias após o
início dos sintomas).
- Evitar aglomerações e
ambientes fechados (deve-se manter os
ambientes ventilados).
É importante que o ambiente doméstico
seja arejado e receba a luz solar, pois
estas medidas ajudam a eliminar os possíveis
agentes das infecções respiratórias.
- Restrição do ambiente
de trabalho para evitar disseminação.
- Hábitos saudáveis, como
alimentação balanceada,
ingestão de líquidos e atividade
física.
Mais informações , clique aqui
www.saude.gov.br
Disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde - Esplanada
dos Ministérios
Bloco G - Brasilia / DF
CEP: 70058-900 - Fone: 3315-2425
contato@saude.gov.br
|